Toxina Botulínica Tipo A

Com o avanço dos anos alguns sinais de envelhecimento vão surgindo, entre eles observamos o surgimento das conhecidas “marcas de expressão”. Para entender melhor, uma marca de expressão é aquela dada por um sinal que se observa decorrente de uma expressão, que neste caso é a contração muscular. O uso sucessivo de um determinado músculo promove a hipertrofia do mesmo, é o que ocorre, por exemplo, quando fazemos musculação. Então, o mesmo ocorre com os músculos da face.

Algumas pessoas tem os músculos frontais (da testa), periorbitais (pés-de-galinha) e os interciliares (entre as sobrancelhas) com menos força e, assim, as rugas não se tornam tão evidentes. Outras pessoas os tem muito fortes, por isto vão promovendo contrações que, repetidamente, levam a hipertrofia e aumentando o tônus muscular. Conceitualmente, o tônus é o grau de contração que um músculo tem mesmo quando em repouso. Por isto, com um tônus aumentado não se evidencia um relaxamento adequado. A conseqüência disto é o surgimento de rugas e sulcos na pele que são mais notórias quando há contração, mas que não desaparecem mesmo quando há relaxamento.
Outros fatores são responsáveis pelas marcas na pele, tais como a ação do sol (fotoenvelhecimento), a desidratação, a alimentação indevida e os agentes agressores tópicos. Em alguns casos, mesmo quando se consegue o total relaxamento da musculatura, algumas rugas podem permanecer por causa destes outros motivos.
Para promover o tratamento das marcas de expressão foram tentadas diversas modalidades terapêuticas, mas, nenhuma delas até os dias atuais, teve tãos bons resultados quanto o uso da toxina botulínica.
A toxina botulínica é uma substância produzida pelo Clostridium Botulinum (bactéria anaeróbia) que possui uma ação extremamente potente, quando a dose é alta. Em condições normais, a dose utilizada na estética é muito baixa, promovendo apenas a paralização definida e localizada do músculo que se quer trabalhar. Para se ter uma idéia, a dose na estética é de aproximadamente 50 unidades. Apenas uma dose que ultrapasse 3000 unidades poderá significar um perigo ao indivíduo.
Os nomes comerciais mais conhecidos para a toxina botulínica são o Botox, o Dysport e o Prosigne. Todas estas são toxinas botulínicas do tipo A. Existem outros tipos de toxinas botulínicas mas, na estética, o uso mais comum é a do tipo A.
O tratamento estético com a toxina botulínica consiste na correção das “marcas de expressão” da região interciliar, região frontal, lateral dos olhos (“pés-de-galinha”),e perilabiais (esta última área não tratada na Clínica Tony Elbert com este método por existirem outros métodos, em nossa opinião, mais eficazes). Como se trata de uma ação de relaxamento muscular, podemos nos beneficiar da Toxina Botulínica para elevação do supercílio no seu canto lateral, além de podermos tratar as contrações do músculo platisma (no pescoço) promoveno um lifting no local, ao qual algumas pessoas já chamam de lifting Nefertiti, fazendo alusão a rainha egípcia conhecida por seu longo pescoço.
Além destas indicações, a Toxina Botulínica também está sendo usada em diversos tratamentos. Entre eles, o que mereceu um grande destaque atualmente é o uso na hiperidrose, que é o excesso de suor em uma área. As áreas mais usadas são na axila, mãos e pés. O conforto causado ao paciente se perpetua de 6 meses a um ano nestas áreas. Por outro lado, na região de rugas, o efeito permacece por aproximadamente 6 meses. Com uma média que varia de 4 a 10 meses.
A volta da ação muscular vai sendo lenta e gradual e não há uma mudança súbita de um dia para o outro quando cessa o efeito. O paciente vai notando o retorno progressivo inicial do movimento e em seguida de suas rugas. E, quando as rugas reaparecem já é o momento de se repetir a dose, isto é, de ser feita a reaplicação. O retorno do movimento não caracteriza a necessidade de se refazer a aplicação.
Como todo músculo condicionado, se há uma paralização prolongada e repetida, este músculo não vai ter uma perda prolongada do seu tônus. Traduzindo isto dentro do tratamento com toxina botulinica, vai acontecer que o indivíduo que reaplica esta medicação regularmente tem sua velocidade de retorno de rugas mais lentamente, permanecendo o efeito por muito mais tempo. A exceção a este caso é quando ocorre uma formação de anticorpos do indivíduo contra a toxina. Aí o tempo de ação vai sendo encurtado a cada aplicação. É o que ocorre com pacientes que são vacinados contra determinada doença, denominado “efeito vacina”. Felizmente, observamos tal fenômeno em poucas pessoas. Para estes casos, nos EUA existe a Toxina Botulínica do tipo B (Myobloc®), que pode ser eficaz nos casos de resistência ao tipo A.
Para se ter uma certeza que o indivíduo está apresentando formação de anticorpos contra a toxina botulínica é necessário que não seja dado este diagnóstico a uma ação de redução de efeito isolada, pois alguns fatores também podem influenciar no resultado final. Por exemplo, decorrentes da aplicação, do transporte, do acondicionamento da embalagem do medicamento, da velocidade de diluição do produto, entre outros fatores).
Quanto aos efeitos colaterais mais comuns para a aplicação, observamos: edema, eritema (avermelhamento do local), dor à aplicação, dor de cabeça, náuseas, hematoma e equimoses, assimetria e a mais temida que é a ptose palpebral. No pescoço, pode-se notar pigarro, tosse e disfagia (dificuldade de deglutir), além das complicações anteriores.
O nível de segurança da Toxina Botulinica já está consagrado. Prova disto é sua liberação para uso na estética, tanto pelo FDA americano, quanto pela Anvisa, órgão que libera e fiscaliza o uso de medicamentos no nosso país.
ORIENTAÇÕES GERAIS:
O paciente que vai se submeter ao uso da Toxina Botulínica deverá ser muito bem esclarecido quanto ao seu procedimento. Vai ter que entender que as rugas que serão auxiliadas com o tratamento são aquelas que surgem ou surgiram com o movimento. No entanto, aquelas em que permanecem mesmo quando a pele é completamente tracionada não se beneficiarão do método, pois a pele já ficou marcada e, para este caso há outros tratamentos melhores.
Chegando à clínica, a pele do paciente será higienizada e limpa e depois aplicada uma pomada anestésica que permanecerá por alguns minutos antes da aplicação. Na Clínica Tony Elbert, não fazemos marcações dos pontos de aplicacão, previamente ao tratamento, por entendermos que cada indivíduo possui um caráter de força muscular e forma de musculatura que não permitem a padronização dos pontos. Este é o segredo da naturalidade do tratamento.
A aplicação é feita com agulhas de uma espessura muito pequena, promovendo um mínimo de desconforto durante o procedimento. São feitos alguns pontos e o tratamento dura alguns minutos. Em seguida o paciente retorna às suas atividades habituais, com o cuidado apenas, de não tocar no local, nem deitar-se nas primeiras quatro horas que sucedem à aplicação. Quanto à atividades físicas, estão impedidas nas 24 horas subseqüentes. Se for necessário, o paciente poderá se baixar para alguma atividade que assim o exija, desde que não execute tal ação repetidamente.
O resultado visível vai ser confirmado entre 2 a 4 dias, quando a paralização se inicia, mas o efeito final só se faz por volta de duas semanas.

Desejo um cópia.